As exportações de automóveis da China registraram um crescimento expressivo de 80% em junho de 2026, impulsionadas pela forte demanda global por veículos elétricos, de acordo com dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM) [9†L4-L6]. Esse desempenho contribuiu para um marco histórico: pela primeira vez, as exportações mensais de automóveis do país ultrapassaram a marca de 1 milhão de unidades [8†L5-L6] [10†L3].
No primeiro semestre de 2026, as exportações de automóveis de passageiros totalizaram mais de 4,4 milhões de unidades, um salto de 72% em relação ao mesmo período do ano anterior [9†L6-L8]. No acumulado do semestre, incluindo todos os tipos de veículos, a China exportou 5,096 milhões de unidades, crescimento de 65,3% ano a ano [2†L5-L6] [8†L6]. O valor das exportações também acompanhou esse ritmo: nos primeiros cinco meses de 2026, o montante exportado cresceu 56,2% [0†L5].
Enquanto as exportações disparavam, o mercado interno continuou em trajetória descendente. As vendas domésticas de automóveis de passageiros caíram 26% em junho na comparação anual [9†L9-L10]. No acumulado do semestre, as vendas internas totalizaram 8,3 milhões de unidades no segmento de passageiros [9†L8-L9] — e 992,1 milhões considerando todos os veículos, uma retração de 21,1% [10†L6]. Em junho, as vendas domésticas de todos os veículos somaram 1,773 milhão de unidades, queda de 23,3% [10†L5].
O mercado chinês enfrenta pressões estruturais significativas: guerras de preços entre montadoras, uma longa recessão no setor imobiliário que compromete os orçamentos das famílias e a redução do apoio governamental à compra de veículos elétricos [9†L12-L19]. Segundo a consultoria AlixPartners, as vendas de veículos leves no país podem cair 10% em 2026, em parte porque consumidores adiam compras na expectativa de novas reduções de preços [9†L19-L21].
A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM) projeta que as exportações anuais ultrapassarão 10 milhões de unidades em 2026 [12†L22-L23]. A AlixPartners prevê que as exportações cheguem a cerca de 10 milhões, ante 7 milhões em 2025 [9†L33-L34]. O analista Stephen Chan, da S&P Global Ratings, estima crescimento de 30% a 50% nas exportações de passageiros em 2026 [9†L27-L29].
Os veículos de nova energia (NEVs) — elétricos puros e híbridos — foram os grandes protagonistas. Em junho, as exportações de NEVs alcançaram 523 mil unidades, um salto de 160% em relação ao ano anterior [5†L12-L13] [13†L4]. No primeiro semestre, as exportações de NEVs somaram 2,355 milhões de unidades, crescimento de 120% [12†L15-L16]. A produção de NEVs no semestre atingiu 7,438 milhões de unidades, com vendas de 7,446 milhões, crescimentos de 6,7% e 7,3%, respectivamente [12†L6-L7]. A taxa de penetração dos NEVs no mercado total alcançou 58,5% em junho, superando 60%.
No mercado doméstico [12†L11-L12]. No segmento de passageiros, os NEVs representaram 56,9% do total exportado em junho [0†L11], enquanto a participação dos NEVs nas vendas totais de veículos novos chegou a 49,6% no semestre [11†L21].
Apesar do domínio dos NEVs, os veículos movidos a combustão também mantiveram desempenho robusto no exterior: em junho, as exportações de veículos a combustão cresceram 33% [0†L25], totalizando 514 mil unidades [13†L4]. No semestre, as exportações de veículos a combustão somaram 2,741 milhões de unidades, alta de 35,5% [10†L7-L8]. No mercado interno, no entanto, a situação é oposta: as vendas de veículos a combustão caíram 45% em junho [11†L13] e 27,8% no semestre [10†L6-L7].
Fabricantes como a BYD vêm expandindo agressivamente sua presença global, abrindo fábricas em mercados-chave para melhorar sua lucratividade [9†L22-L24]. Essa estratégia, no entanto, tem gerado atritos com parceiros comerciais [9†L25-L27]. Paralelamente, as marcas chinesas começam a fazer inroads no Canadá, que aprovou uma cota anual de importação de 49 mil veículos elétricos chineses com alíquotas reduzidas [9†L35-L37]. Analistas observam se essa abertura poderá pavimentar o caminho para o mercado americano, atualmente bloqueado por tarifas elevadas [9†L38-L40]. O Departamento de Comércio dos EUA já baniu a venda de veículos da Polestar — controlada pelo grupo chinês Geely — a partir do ano-modelo de 2027 [9†L41-L43].
Wei Haigang, presidente da GAC International, resumiu o momento do setor em uma exposição em Hong Kong: diante da forte concorrência interna, as empresas que não se aventurarem nos mercados estrangeiros enfrentarão sérios desafios.
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