Por que casais se separam após a chegada do primeiro filho?





Por que casais se separam após a 

chegada do primeiro filho?


A repórter da TV Globo Fernanda Gentil confirmou o fim do seu casamento com o empresário Matheus Braga. O relacionamento dos dois durou mais de 15 anos e chegou ao fim apenas sete meses após a chegada do primeiro filho deles. A notícia pegou de surpresa muita gente que admirava o amor e a descontração do casal nas redes sociais, mas eles não são os únicos que se separamapós o nascimento da criança.


“Todos os casais mudam quando chega o bebê”, afirma a psicóloga e terapeuta de casal Lana Harari. “Por mais que o casal se conheça, tem um fenômeno que acontece quando tem um filho que é a mudança de papéis: o filho muda o funcionamento do casal”, continua Lana.


Antes de chegar o filho, os cônjuges têm atenção exclusiva um do outro. E, com a chegada do pequeno, eles se tornam pai e mãe, além de parceiros, e um tende a se sentir excluído – geralmente o pai, de acordo com a psicóloga


Este fenômeno de mudança é tão comum que existe até mesmo um termo em inglês para o impacto e conflito que um bebê pode causar em um casal: o baby clash, em tradução livre, choque do bebê.


O que acontece com a chegada do bebê que pode interferir de maneira negativa no relacionamento do casal?


– Afastamento


“A proximidade da mulher com o bebê e o afastamento do marido são naturais”, explica Lana. Com esse afastamento o homem pode se sentir excluído da relação e até enciumado, gerando problemas no casamento.


– Falta de sono


Uma das principais reclamações dos novos pais é a falta de sono. Passar meses acordando diversas vezes durante às noites é uma coisa terrível, conta a psicóloga que também é mãe: “A pessoa que não dorme fica extremamente alterada, afeta o humor e afeta sua relação”.


– Falta de tempo


O bebê chega dependendo 100% de sua mãe, o que acaba tirando não só o sono, mas também todo o tempo da mulher. Seja esse tempo para ela fazer o que quer ou deseja, seja tempo para se dedicar ao marido. “Agora ainda tem um perigo novo, o perigo das telas. Qualquer cinco minutos livres, ela corre para essa fonte de distração”, pontua Lana.


– Diminuição da frequência sexual


Outro problema conhecido é a diminuição da frequência sexual – que geralmente é consequência dos outros problemas citados acima, como a falta de tempo e sono.


– Interferência da família


Os pitacos tão comuns que a família dá na criação do bebê podem ser prejudiciais para o dia a dia do casal. Seja para o homem ou para a mulher, sofrer interferência muito grande de sogras ou cunhados – principalmente se esses ficam presentes por muito tempo na casa do casal – pode ser irritante e desgastante para a relação.


– Mergulho no universo infantil


Se a mulher passa o dia inteiro em casa, cuidando da criança sozinha – seja por licença maternidade ou porque parou de trabalhar fora para se dedicar integralmente a ela, a mãe fica mergulhada no universo infantil. “O pai tem a oportunidade de arejar a cabeça, recuperar a rotina e identidade dele, enquanto a mãe fica mergulhada no universo infantil: de desenhos, musiquinhas, fraldas, mamadas, peito doendo”, explica a terapeuta de família.


– Mudança de rotina


“A mudança de rotina é perigosa. Tudo o que tinha antes vai se perder”, diz a psicóloga, que lembra que, durante um tempo, é quase impossível até sair de casa com o bebê, quanto mais um jantar a dois que podia ser hábito do casal antes da chegada do filho. Ela ainda afirma que, quanto mais tarde acontece a chegada do bebê, mais difícil é para o casal se acostumar com as mudanças que ele traz: “Eles estão mais ocupados com a rotina pessoal e profissional, é mais difícil abrir espaço para o bebê”.


– Intensificação dos desequilíbrios anteriores


Às vezes, o bebê não é responsável pelo desgaste da relação dos pais, que se intensifica, mas pode exacerbar problemas que já existiam e não foram resolvidos antes da chegada do pequeno.

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